nicolle leal .

a very fancy theme, just for you.

“É tão lindo quando você sente que encontrou a pessoa certa. Quando você percebe que todas as suas orações à Deus foram atendidas. É tão lindo quando cada choro baixinho durante a noite se transforma em sorrisos e sonhos de um futuro bom. Quando um abraço, mais que qualquer outro, te aconchega e te faz sentir pequenina diante de tanta ternura. É tão lindo ser cúmplice, amante, e amigo. Ouvir e contar histórias tão bobas, e rir. Olhar nos olhos e contemplar, e apenas conseguir pensar: te conhecer foi a melhor coisa que me aconteceu, eu tenho sorte de ter você!” — Plenitude

Eu sei viver sem você. Sei andar, comer, falar, ver um filme. Sei sorrir e nem é de mentira. Solto gargalhadas e conto piadas e sou rodeada pelos meus amigos o tempo todo. Leio livro, malho, faço amizades. Sou por inteira sem você. Não existe nenhuma parte faltando, mas eu faço ela faltar. É que eu não preciso de você pra nada, mas quero você pra tudo. Eis o grande problema.

Iolanda Valentim (via ivalentim)

Eu fico com raiva de você e desligo o telefone por uns três dias. Aí no quarto dia eu ligo e é você que fica com raiva de mim por eu ter estado com raiva de você e desliga o telefone na minha cara. No sexto dia a gente faz as pazes e no oitavo eu te atendo com grosseria porque tava ocupada e você me responde com frieza porque não suporta as minhas ignorâncias. A gente se perdoa de noite e no outro dia você liga novamente na hora que eu tô ocupada e eu grito com você de novo. E o ciclo recomeça. E a gente se grita, se xinga, se ama. Eu enlouqueceria se isso não fosse só mais um detalhe de nós dois. Mas é assim que a gente se entende mesmo: não se entendendo.

Iolanda Valentim (via ivalentim)

Eu acho que ofenderia um par de gente se demonstrasse tudo o que eu sinto. Se botasse em pratos limpos todas as raivas, incômodos e sentimentos tortos que estão aqui por dentro. Muita gente seria machucada sem motivo. Muita gente se assustaria, choraria, sairia correndo, gritando pela mãe. Alguns me chamariam de louca e outros ficariam sentindos. “Mas eu pensei que você gostasse de mim…” diriam. E gosto. E amo. Mas tem muitas outras coisas também. Muitos outros sentimentos feios que rodeiam o amor. Não só amo. Não só tenho sentimentos bons. Tenho vontade de bater em quem anda lentamente na minha frente. Gosto de bebês, mas detesto crianças. Sou agressiva, maldosa, impetuosa. Sou má de vez em quando. Não sou feita de açúcar.

Iolanda Valentim (via ivalentim)

Eu só… não aguento. Não aguento. Não aguento. E eu poderia repetir isso mais cinco mil vezes. Eu só não sou suficiente, nem capaz. Nem sou a pessoa que eu esperava ser. Sou completamente e ridiculamente medíocre e incapaz. Eu queria ser astronauta com seis anos, depois, bombeira aos dez, médica aos trezes… hoje eu só queria ser alguém. Um alguém nem muito grande, nem muito pequeno. Só queria ser, sabe. Mas nem isso eu consigo fazer. Nem seguir meu próprio caminho eu consigo. Parece que eu vejo tudo de cima, sabe? Não é minha vida, não sou eu que vivo, é apenas um filme, eu sou apenas a espectadora que se decepciona com o filme que está vendo. E o que eu vejo? Uma mocinha fraca, covarde e sem nenhum tipo de perspectiva. Eu vejo alguém desmotivado e sem esperança nenhuma. Eu queria gritar pra ela tentar levantar a cabeça, mas a voz não sai. Eu entro em desespero e tento fazer ela pelo menos procurar alguma saída, aquela tal de luz-no-fim-do-túnel. Mas ela insiste em ficar parada, olhando pra escuridão, desistindo mesmo sem tentar. Que tipo de mocinha é essa? Que tipo de pessoa é essa, me diz? Que tipo de pessoa eu sou?

Iolanda Valentim (via ivalentim)

Sempre fui de me doar. Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E não foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Em segredo, explico, porque não acho que preciso de medalhas, prêmios ou troféus. Se eu faço, é de coração, sem esperar reconhecimento do outro. Mas, perdão, eu sou humana e sinto. O mínimo que a gente espera é gratidão. Aprendi que ela nem sempre aparece. Aprendi que às vezes as pessoas acham que o que a gente faz é pouco. Por tanto aprendizado, acabei descobrindo que é melhor eu cuidar mais da minha vida e menos da dos outros. Não quero morrer santa, quero morrer feliz. Então, a rebelião. Como assim? Onde ela está? Por que sumiu? Ai, meu Deus, como mudou. Não, eu continuo a mesma. Só que até o mesmo se transforma. E percebe que, guarde isso, ninguém vai andar ao seu lado. A gente aprende a caminhar sozinho, pode até ter o auxílio de alguma mão, um apoio, mas os passos são dados por você.No meio do caminho, entre acontecimentos, atalhos e força, você percebe que precisa abrir uma brecha para a fragilidade se instalar. E que chorar alivia a alma. Mais do que isso: abrindo a janela pra fragilidade é que você descobre o quanto de força ainda resta para seguir em frente.

Clarice Correa (via de-vastada)
ivalentim:

― Você só gosta dos atrevidos.
Sorri. Você sempre foi o mais atrevido de todos.
― Não é verdade.
― É sim. E tem gente que se engana com você, te acha puritana e tal. Tu gosta mesmo é dos safados, o que te torna uma safada.
― Não sou safada.
― Gosta de safadeza, mas se finge de santinha.
― Mas eu sou santinha.
―Quem não te compra é quem não te conhece, menina.
― O certo é “quem não te conhece, é que te compre”.
― Eu sei qual é o certo, quis dizer isso mesmo.
Sorri.
― Nunca gostei dos safados antes de você, sabe.
― Eu que te levei pro mau caminho. Deveria me sentir mal?
― Tu me fez viciar em caras do seu tipo.
― Que tipo?
― O pior tipo. ― Eu ri. ― O que te leva pro céu e pro inferno. O tipinho básico de canalha que acaba contigo que em vez de tu odiar, tu gosta mais ainda cada vez que ele apronta. O melhor tipo, pra falar a verdade. O que eu mais gosto.
― Então tu é safada por completo. Gosta de uma bagunça até na tua mente. Pensei que era doida quando me escolheu, agora eu tenho certeza. Se te dessem dez caras bons e um ruim pra escolher, tu com certeza iria gostar do ruim. É isso?
― Que seria você, no caso.
― E eu agradeço pelo seu dedo podre em relacionamentos. 
― Fazer o quê.
― Sou o tipo que tu mais gosta, então?
― Não. Tu é o que eu mais gosto do tipo que eu mais gosto ― Pisquei. ― Meu canalha preferido. (Iolanda Valentim)  

ivalentim:

― Você só gosta dos atrevidos.

Sorri. Você sempre foi o mais atrevido de todos.

Não é verdade.

É sim. E tem gente que se engana com você, te acha puritana e tal. Tu gosta mesmo é dos safados, o que te torna uma safada.

Não sou safada.

Gosta de safadeza, mas se finge de santinha.

Mas eu sou santinha.

Quem não te compra é quem não te conhece, menina.

O certo é “quem não te conhece, é que te compre”.

Eu sei qual é o certo, quis dizer isso mesmo.

Sorri.

Nunca gostei dos safados antes de você, sabe.

Eu que te levei pro mau caminho. Deveria me sentir mal?

Tu me fez viciar em caras do seu tipo.

Que tipo?

O pior tipo. ― Eu ri. ― O que te leva pro céu e pro inferno. O tipinho básico de canalha que acaba contigo que em vez de tu odiar, tu gosta mais ainda cada vez que ele apronta. O melhor tipo, pra falar a verdade. O que eu mais gosto.

Então tu é safada por completo. Gosta de uma bagunça até na tua mente. Pensei que era doida quando me escolheu, agora eu tenho certeza. Se te dessem dez caras bons e um ruim pra escolher, tu com certeza iria gostar do ruim. É isso?

Que seria você, no caso.

 E eu agradeço pelo seu dedo podre em relacionamentos. 

 Fazer o quê.

Sou o tipo que tu mais gosta, então?

 Não. Tu é o que eu mais gosto do tipo que eu mais gosto ― Pisquei. ― Meu canalha preferido. (Iolanda Valentim)  

Oi, lembra de mim? Não? Vou te fazer lembrar. Sou eu, aquele alguém que secava as suas lágrimas quando o mundo inteiro te fazia chorar. Fui eu que estendi as minhas mãos todas as vezes que você caia e curei as suas feridas internas. Contei piadas bobas para te tirar sorrisos, e nem eram tão boas assim, mas você sempre sorria só para me agradar. Lembra? E quando você se sentia só, eu largava qualquer coisa que estava fazendo só para te fazer companhia, mesmo se fosse uma companhia silenciosa. Nos entendíamos até no silêncio. Você sempre descontava suas raivas em mim, e eu nem ligava tanto assim, porque no final você sempre se desculpava e dizia que me amava. Me amava muito. Ainda não lembra de mim? Poxa, sou aquela que você chamava de melhor amiga e dizia que seríamos para sempre. E agora? Lembrou? Porque eu nunca te esqueci.

Thiara Macedo (sdpm)

(via atord0ada)